
18 janeiro 2010
Prostração

07 dezembro 2009
Pois que gosto...
18 outubro 2009
Amar
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho,
e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor à procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa, amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.
Carlos Drummond de Andrade
01 setembro 2009
Disse-o!

09 agosto 2009
Estou aqui

12 julho 2009
Eu tento...
Macy Gray, I Try
Games, changes and fears
When will they go from here
When will they stop
I believe that fate has brought us here
And we should be together, babe
But we're not
I play it off, but I'm dreaming of you
I'll keep my cool, but I'm feigning
I try to say goodbye and I choke
Try to walk away and I stumble
Though I try to hide it, it's clear
My world crumbles when you are not near
Goodbye and I choke
I try to walk away and I stumble
Though I try to hide it, it's clear
My world crumbles when you are not near
I may appear to be free
But I'm just a prisoner of your love
And I may seem all right and smile when you leave
But my smiles are just a front
Just a front
I play it off, but I'm dreaming of you
I'll keep my cool, but I'm feigning
I try to say goodbye and I choke
Try to walk away and I stumble
Though I try to hide it, it's clear
My world crumbles when you are not near
Goodbye and I choke
I try to walk away and I stumble
Though I try to hide it, it's clear
My world crumbles when you are not near
Here is my confession
May I be your possession?
Boy, I need your touch
Your love kisses and such
With all my might I try
But this I can't deny
Deny
I play it off, but I'm dreaming of you
(but I'm dreaming of you babe)
I'll keep my cool, but I'm feigning
I try to say goodbye and I choke
Try to walk away and I stumble
Though I try to hide, it's clear
My world crumbles when you are not near
(when you are not near)
Goodbye and I choke
I try to walk away and I stumble
Though I try to hide it, it's clear (sick of love)
My world crumbles when you are not near (your love, kisses and)
Goodbye and I choke (I'm choking)
I try to walk away and I stumble
Though I try to hide it, it's clear
My world crumbles when you are not near
(when you are not there)
21 junho 2009
Do silêncio e do tempo

07 junho 2009
Consciência reprimida

01 junho 2009
O gostinho agridoce...
Infelizmente toda a situação envolvente, bem como outros pequenos senãos funcionaram como um balde de água fria sobre a motivação que já de si esmorecia. Por isso a minha postura mudou porque é difícil lutar contra os moinhos da "competência" que esconde a pequenez oca e tacanha ganha através de estratagemas e conluios.
Enquanto não puder deixar de ser mais uma peça na engrenagem, recuso-me terminantemente a compactuar com o establishment.
14 maio 2009
Momentos

04 maio 2009
Dúvidas existenciais (IV)

Fotografia de Monica Antonelli retirada daqui
Insegurança
Ansiedade
Angústia
Vazio
Dúvida
Ânsia
Sofreguidão
Desejo
Carne
Coração
Entranhas
Alma
Tumulto
Sensações
Turbilhão
Emoções
Tu
Eu
…
19 abril 2009
Dúvidas existenciais (III)

Vejo-te triste e o meu coração encolhe-se com o sofrimento que te sinto.
Quero acolher-te. Apertar-te contra o meu peito e estreitar-te nos meus braços.
Ao mesmo tempo receio assustar-te com o carinho enorme que me despertas.
Acordaste em mim sentimentos bons e genuínos.
Quero-te tanto bem!
Mal te conheço e já acho que és grande e lindo e pequenino e assustado.
Quero fazer-te tanta falta quanto me fazes a mim.
O depois logo se vê…
15 abril 2009
Dúvidas existenciais (II)
Chamar os nomes às coisas
Torná-las reais, palpáveis, verdadeiras (?)
Enfrentar os medos e as dores
Chamar os nomes às coisas
Conhecer-lhes a cor dos olhos
Sentir-lhes o cheiro e o calor da pele
Chamar os nomes às coisas
Sair de si mesmo e avaliar
Fria e racionalmente
Chamar os nomes às coisas
Encher o peito de coragem
E ir onde nunca nos atrevemos a ir antes!
11 abril 2009
Tempestade
04 abril 2009
Dúvidas existenciais (I)

Apenas me deixo ir, me mantenho disponível, tento saborear cada momento.
Não sei o que é isto. Está fora do meu controlo.
Estou exposta, como que nua no meio da estrada com carros a passar e eu sem conseguir esconder-me. É bom e é mau, all in one.
Não sei o que é isto. Está fora do meu controlo.
Só sei que é mais forte do que eu, que é arrebatador, é pele e é cheiro, é poros abertos e mãos perdidas e é toques alucinantes e estranhamente familiares, como se os corpos se conhecessem já.
Não sei o que é isto. Está fora do meu controlo.
O medo da dor que parece espreitar e que eu finjo desconhecer a sua presença. A soberania da vontade (coragem?) de enfrentar o medo, de lhe fintar as jogadas para que a vida faça sentido.
Não sei o que é isto. Está fora do meu controlo.
29 março 2009
Doce cumplicidade
A inevitabilidade do toque…
da carícia…
do entrelaçar de pés e pernas…
o encontro dos lábios mornos, sôfregos…
os olhares acesos em jeito de convite…
a pele na pele…
o tactear curioso das mãos nos recantos quentes e húmidos…
a descoberta hesitante, tímida...
Primeiro soltaram-se os bichos inquietos, depois foi a calma racional, gentil que uniu dois espíritos sedentos de intimidade.
“Dança comigo”, pediu ele e ela dançou. Dançou até lhe doerem todos os músculos do seu corpo.
E ao som da música dos sentidos o par, cego, foi tacteando cada curva, cada pedaço e assim descobrindo cheiros, sabores, olhares cruzados até ao abandono.
23 março 2009
Ansiedade
